Boi gordo

Fundada em 1898, a Chicago Butter and Egg Board transformou-se na Chicago Mercantile Exchange (CME) em 1919. Naquela época, somente oferecia contratos futuros sobre produtos agrícolas, como manteiga e ovos.

Apenas em 1964 criou o primeiro contrato futuro do mundo sobre uma commodity não armazenável, o boi gordo

Nos Estados Unidos, a produção de carne, uma das fontes de proteínas mais importantes na alimentação humana, se concentrava, até a Primeira Guerra Mundial, em pequenas propriedades agrícolas. Com o tempo, o sistema tradicional de criação cedeu lugar à criação em confinamento, que hoje representa mais de 95% da produção do país.

A pecuária bovina chegou ao Brasil com os primeiros imigrantes portugueses, ainda na primeira metade do século XVI. Hoje o país tem o maior rebanho bovino comercial do mundo, e a bovinocultura de corte representa a maior fatia do agronegócio brasileiro, gerando faturamento superior a R$ 50 bilhões por ano e oferecendo cerca de 7,5 milhões de empregos.

O Brasil é também o segundo maior produtor mundial de carne bovina e couro e o quinto maior de leite. O consumo per capita de carne bovina é de 36,4 quilos/habitante/ano. Nos últimos anos, a carne brasileira passou a ganhar cada vez mais espaço no comércio internacional, e o país tornou-se o maior exportador mundial de carne bovina.

A pecuária de corte, o processamento e a comercialização de carne apresentam riscos substanciais de preço para os participantes dessa cadeia produtiva. Esses riscos podem ser minimizados nos mercados futuros.

Riscos#

No caso específico da atividade pecuária, o risco pode ser percebido no fato de o produtor normalmente engordar seus animais sem conhecimento prévio do preço pelo qual poderá vendê-los ao frigorífico na época do abate.

Com efeito, ao longo do período de engorda, os preços do boi podem variar, até de modo expressivo, sob o impacto dos diversos fatores que influenciam a oferta e a demanda do produto, como variações bruscas dos preços da carne suína ou do frango, aumento dos preços dos insumos utilizados no processo de engorda do gado, interrupção das compras externas devido a barreiras sanitárias etc.

Assim, quando o pecuarista vender os bois, poderá eventualmente deparar com um preço que não remunere sua atividade ou não cubra seu custo de produção. Dessa forma, ele precisa de algum mecanismo de seguro que lhe garanta antecipadamente um preço que, segundo suas estimativas, possa recompensar de modo efetivo seu investimento e o custeio de sua produção. O oposto ocorre com os frigoríficos, que enfrentam o risco de alta do preço do boi.

Especificações do contrato futuro de boi gordo#

Consultar o link: http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Agropecuarios/PDF/BoiGordo_futuro.pdf

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