Café Arábica
No Brasil, o plantio de café teve início no estado do Pará, em 1727, pelas mãos do militar Francisco de Melo Palheta. Seu cultivo expandiu-se pelo Nordeste, atingindo, em 1825, o Vale do Paraíba. Em razão do clima e da fertilidade das terras, concentrou-se nos estados de Minas Gerais e São Paulo. Foi no começo do século XX que, de fato, a commodity, devido às exportações, levou o nome do país às mais variadas regiões do mundo.
Como a comercialização do produto entre os agentes econômicos gerava muito risco de preço, era necessário criar um mecanismo de proteção contra os diversos fatores que influenciavam a formação desse preço.
O primeiro contrato futuro de café do mundo foi lançado pela Coffee Exchange in the City of New York em 1882, ano de sua fundação. Em 1916, sua denominação foi alterada para New York Coffee and Sugar Exchange, que, em 1979, fundiu-se com a New York Cocoa Exchange para formar a Coffee, Sugar & Cocoa Exchange (CSCE).
Em 1986, a CSCE introduziu o mercado de opções sobre futuro de café. Em 2004, a CSCE e a New York Cotton Exchange (Nyce), esta fundada em 1870, transformaram-se na New York Board of Trade (Nybot).
Riscos#
Os participantes da cadeia produtiva de café defrontam-se com riscos de variação de preço da mercadoria de natureza diversa. Veja alguns exemplos abaixo.
O produtor de café, no momento da comercialização do produto, depara com a incerteza de preços e pode sofrer prejuízos econômicos caso eles venham a cair.
As torrefações incorrem no risco de alta excessiva do custo da matéria-prima, o que as impediria de repassar esse aumento aos preços.
O exportador de café, caso feche o preço de exportação no ato da aquisição no mercado interno, pode ver sua margem de lucro comprometida.
Especificações do contrato futuro de Café Arábica#
Consultar o link: http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/agropecuarios/pdf/CafeArabicaFuturo-tipo4.pdf