Milho

O milho começou a ser disseminado no mundo após o retorno de Cristóvão Colombo à Europa, depois da descoberta da América, em 1492. O navegador levou consigo amostras do grão.

Em 1848, diante da necessidade de um mercado central para a negociação de commodities, criou-se a Chicago Board of Trade (CBOT) por iniciativa de 82 comerciantes locais. Três anos depois, o primeiro dos contratos a termo de milho transacionava o recorde de 3.000 bushels, tornando-se popular entre comerciantes e processadores.

O milho é o mais importante insumo do setor de criação animal – principalmente na alimentação de aves e suínos – e também sobressai na área de alimentação humana na forma de seus derivados, como fubá, farinha, óleo, amido etc. Quanto ao comércio internacional, somente 10% da produção mundial de milho é transacionada, o que demonstra a grande demanda interna dos países que o produzem.

A previsão da produção mundial de milho para a safra 2010/2011, de acordo com o U.S. Department of Agriculture (USDA), é de 814 milhões de toneladas. Os EUA respondem por 279 milhões de toneladas (41%), a China por 127 milhões (19%) e o Brasil, terceiro maior produtor, por 44 milhões (6%).

No Brasil, a produção de milho concentra-se na região Centro-Sul (90%), com destaque para os estados do Paraná, que participa com 26% da produção nacional, de Minas Gerais (16%) e de São Paulo (11%).

Quanto ao destino da produção nacional de milho, 64% se voltam para a alimentação animal, área em que a avicultura representa 36% e a suinocultura 20%. Já o consumo industrial corresponde a cerca de 10% da produção total, as exportações a 11% e o consumo humano a 3%. A parcela restante se destina a outros setores.

Riscos#

Risco de produção: está relacionado à possibilidade de o produtor se defrontar com a queda de produtividade de sua lavoura, influenciada, por exemplo, por adversidades climáticas ou pela má utilização de tecnologia. Para minimizar esse tipo de risco, recomenda-se a procura de modalidades adequadas de seguro agrícola e a realização de plantio, tratos culturais e colheita de conformidade com as melhores técnicas agronômicas.

Risco de crédito: está presente nas negociações em que ora o vendedor ora o comprador fornecem crédito à contraparte. Um vendedor que entrega a mercadoria para recebimento a prazo concede crédito ao comprador. Um comprador que efetua uma operação de troca, fornecendo insumos para receber a mercadoria no momento da colheita, financia o vendedor.

Para se proteger desse risco, ambos devem analisar criteriosamente a qualidade do crédito da contraparte e, se for o caso, exigir garantias que reduzam sua exposição ao risco.

Risco de preços: refere-se à probabilidade de ocorrência de prejuízos decorrentes de movimentos adversos de preços.

Efeitos do risco de preços sobre a atuação de alguns setores da produção#

A indústria de insumos realiza operação de troca com o produtor, oferecendo-lhe insumos contra o recebimento futuro de soja ou milho. Na época de entrega da commodity pelo produtor, para efeito da liquidação de sua operação de troca com a indústria, o valor entregue pode ter-se depreciado, o que resultaria em montante inferior ao valor corrente dos insumos adiantados pela indústria.

O criador de aves ou de suínos, ao celebrar antecipadamente com seus clientes contratos de venda de carne pelo preço que estiver em vigor no mercado em data futura, pode ver seus lucros se deteriorarem caso os preços do milho e/ou do farelo de soja se elevem nesse período.

O frigorífico de aves que celebra contratos de exportação de cortes de frango para faturamento na data de embarque, por preço fixo em dólares, pode comprometer sua rentabilidade caso o preço do milho suba. Além disso, pode receber menos reais por dólar exportado caso a taxa de câmbio venha a valorizar-se. Isso significa que, além do risco de elevação do preço do milho, o frigorífico defronta-se com o risco de valorização da taxa de câmbio.

Contratos futuros de milho na BM&F#

O contrato futuro de milho foi lançado pela BM&F em 1996, com cotação em dólares. O processo de estabilização econômica brasileira reduziu de modo significativo a influência da inflação na formação de preços de algumas commodities, permitindo à BM&F alterar a unidade de negociação – de dólares para reais – dos contratos agropecuários cujas mercadorias-objeto têm forte participação no mercado doméstico, dentre as quais o milho.

Com essa modificação, o preço futuro ganhou maior visibilidade e o mercado mais atratividade, cumprindo sua função de mitigar o risco de preço.

Especificações dos contratos futuros de milho#

Consultar o link: http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Agropecuarios/pdf/Contrato_Milho_Com_Liquidacao_Financeira.pdf

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